sábado, 9 de abril de 2011

Má compreendida Liberdade

O que é à você a liberdade?
Ausência total de controle sobre você?
Neste sentido, alguma vez já sentiu-se livre?
Qual o sentido de ausência?


    Quando penso estar livre, ausente de qualquer controle, penso mais uma vez para fazer o que tiver vontade de fazer, afinal a liberdade me dispõe a agir como quiser, não é?
Uma vez agindo contra o que me controla em algum aspecto, não estaria sendo uma maneira em mesma proporção de controle? (Agir contra). Se digo não fazer uma carta porque não quero, estarei exercendo liberdade? Ou respondendo à um controle de não querer fazer, assim como o de fazer?
    Ausência seria não existência. Sem controle existe? 
  Posso dizer que por querer ser livre só irei me alimentar quando quiser, mas não conseguiria por muito tempo, pois há uma necessidade muito forte em ter que me alimentar. O querer não me controla a agir? Posso ter ausência do controle de meu metabolismo? Fazer meu sangue circular pelo meu corpo é controlado com bombeamento cardíaco. Estaria eu ausente deste controle?
   Alguns controles então mostram-se necessários e presos a mim. "S" já me disse, e aqui agrego minhas próprias palavras, que a liberdade tal qual nossa vã filosofia nos faz crer, é uma ilusão, no sentido de liberdade = controle 0. Admito interessar-me pelo fato.
  Já que a ausência de controle não caracteriza liberdade, não seria melhor conhecer o que pode me controlar e admitir que por mais inevitável que seja o controle, a possibilidade de o detectar já dispõe a ESCOLHER se ele pode controlar ou não, não estaria eu sendo o mais livre possível?
 Cecília, que já sabia, disse:Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda, mostra-me humildemente meu desejo. 
  Chego a quietude pois o simples fato de ter escolhido escrever a respeito, e, estar certo de que conheci que escolhi, me trouxe um grande sabor de liberdade. 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Falar de mim...

Uma coisa que estou apreciando cada dia mais é poder refletir sobre aquilo que mais deveria saber: eu mesma. O interessante é que quando me ponho a realizar essa tarefa, acabo encontrando dificuldades enormes. Não quero dizer que eu não saiba meus gostos e desgostos, meus prazeres e desprazeres. O que digo é que de imediato, logo que comecei esse exercício de escolher me analisar, as respostas demoraram a fluir.
É engraçado, pois se me perguntasse a respeito do assunto tratato na aula eu arriscava sem titubear, ou de algo que funcionasse na internet eu dominava de uma maneira... mas tudo, de forma simples, fora de mim...
Talvez você também já se viu um dia assim, ou não, vai saber. Mas foi quando me imaginei em uma entrevista de emprego e alguém me avaliando que fiquei pasmada comigo mesma quando me fiz a pergunta: me diga, quem é você? Ah...sou uma estudante universitária, nasci na cidade X, estou atualmente na cidade Y... ou então, sou uma pessoa assetiva, compreensiva, dedicada e disposta a aprender (tudo visando o emprego)...
Mas ficou a questão, quem realmente sou, ou melhor, o que sou? Um ser humano... e mais o que para me diferenciar dos outros?
Então comecei a pensar mais em mim. Agora, pra falar do meu eu, só com tempo, pois me pego em grandes relfexões a respeito de mim. Me apaixonei em pensar sobre. Tirei tempo para realizar o que realmente importa: saber de mim.
Não vou dizer que compreendi tudo sobre mim, mas caminhar ficou mais interessante após saber cada dia um pouco mais sobre os pés que me levam...
Falar de mim é assim, talvez interessante somente a mim. Eu não posso soletrar-me, nem sempre será simples, nem sempre será a mesma coisa... será eu.

quinta-feira, 24 de março de 2011

EU

Quem sou? Essa pergunta me instiga há muito tempo. Eu não sinto total segurança em respondê-la. Parece que se falo algo, está incompleto, portanto não dá a dimensão do meu existir.
Quem sabe posso responder: sou o ser existente em mim. É, nunca havia pensado nisso. Simplesmente sou aquela que existe em mim.
Amei ter a oportunidade de me lançar em conhecer um pouco sobre a filosofia existencialista, que me atravessou no dito anterior. Sou um ser singular, único, cheio de possibilidades de vir a ser, em constante capacidade de modificação. Sou livre para decidir sobre o que serei e sou, o que traz angústia, pois a cada escolha há um todo implicado.
Quando me remetia a refletir quem eu sou, limitava-me a pensar no que faço ou fiz, como por exemplo: sou estudante, cursei isso e aquilo, gosto de escrever, pensar bastante a respeito, etc. O que realmente sou eu? Apenas o que faço? Já consigo perceber, através do aqui transcrito, que estou indo além nessa compreensão.
Sou um ser que percebe e é percebido. Ao mesmo tempo que atravessa com uma compreensão é inúmeras vezes atravessado por compreensões a mim alheias. Por mais que eu viva e acredite que o que é real em mim é a realidade universal, outras pessoas vêem de acordo também com o que percebem, acreditando que o que é real em mim é o aceito por elas.
Devo exercitar um autoconhecimento contínuo, pois sempre terei o que descobrir.
Quando parei e me vi sem saber dar a resposta inequívoca a respeito daquilo que eu sou, fiquei angustiada, pois acreditava que deveria exisitir um conceito. Mas  me atualizo, e creio que me modifico ao passar do tempo.
Talvez seja isso mesmo. Talvez eu seja sim algo definido, mas que se define em cada momento. Me perguntar sobre o que gosto de fazer, comer, beber, sentir, pensar, achar é uma ótima maneira de atualizar sobre mim mesma. Mas não vejo mais que algo irredutível ou impecável se adequará a mim.
Quem eu sou é fruto de minha relação com o mundo e principalmente comigo mesma. Quem eu sou é isso: aquela que existe em mim. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Primeira escolha

Hoje, dia 10 de fevereiro de 2011, realizei minha primeira escolha no blog: criei ele!
Logo depois decidi começar a usá-lo. Estou empolgada para escrever a respeito de mais escolhas: por que o criei, pra que, e tudo mais.
Mas aguardo para mais conteúdo!